Vaporizar (vaping) é o ato de inalar e exalar um vapor
produzido por cigarros eletrônicos ou dispositivos similares que não produzem
fumaça. Cigarros eletrônicos usam um dispositivo alimentado por bateria para
aquecer uma solução contendo nicotina, aromatizantes e outras substâncias que são
inaladas como vapor ou aerossol. Tais dispositivos atingem temperaturas entre
300 e 400ºC, o que leva a uma combustão incompleta de substâncias altamente
nocivas para o organismo.
Quando aquecido dentro do cigarro eletrônico, o líquido se
transforma em um aerossol que é inalado para os pulmões. O líquido contém
substâncias químicas que, quando inaladas, podem causar ou agravar doenças
pulmonares, incluindo asma. A composição do aerossol do cigarro eletrônico é
definida pela temperatura e pelo conteúdo do líquido aquecido, como
propilenoglicol, glicerina, aromatizantes, nicotina e outras substâncias em
concentrações variáveis.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas,
caracterizada por exacerbações e remissões, que afeta de 1 a 18% da população
mundial. Diversos fatores contribuem para o agravamento da inflamação das vias
aéreas em pacientes asmáticos, sendo o tabagismo um dos principais. Fumantes
asmáticos sofrem de mais sintomas e exacerbações, desenvolvem um declínio mais
rápido na função pulmonar e têm um prognóstico pior do que asmáticos não
fumantes.
O uso de cigarros eletrônicos de qualquer tipo pode causar
ou contribuir para doenças pulmonares. A maioria dos dispositivos de
vaporização contém substâncias potencialmente tóxicas, incluindo produtos
químicos, metais e compostos orgânicos voláteis, alguns dos quais estão
associados ao desenvolvimento de asma e danos celulares.
Usar
cigarros eletrônicos é prejudicial à saúde pulmonar
Um estudo recente demonstrou que pessoas que usam cigarros
eletrônicos têm um risco maior de apresentar sintomas de asma, como tosse,
chiados no peito, secreção no peito e falta de ar. Certos componentes dos
cigarros eletrônicos foram associados a esses sintomas. Pesquisas mostram que o
uso de cigarros eletrônicos por pessoas com asma agrava os sintomas da doença.
Evidências sugerem que muitos compostos existentes nos
dispositivos eletrônicos para fumar podem contribuir para a patogênese da asma.
A função pulmonar parece deteriorar-se na população asmática, enquanto a
inflamação das vias aéreas se altera, sendo o agravamento da inflamação do tipo
T-helper 2 (Th2) o efeito mais proeminente, embora não o único. O cigarro
eletrônico também aumenta a frequência e a gravidade das exacerbações em
asmáticos, induz toxicidade por estresse oxidativo em células
pulmonares e libera citocinas pró-inflamatórias.
Vaporização pode prejudicar a capacidade do pulmão de
combater infecções, aumentando o risco de pneumonia e causando crises mais
graves de asma. Qualquer produto que produza a inalação de drogas ou
substâncias químicas deve ser motivo de alerta para quem sofre de asma.
Pacientes asmáticos devem evitar o uso de cigarro eletrônico.
