Pulmão
"Uma resenha sobre saúde e doença respiratória para divulgar os principais temas da pneumologia ao público em geral."
sexta-feira, 12 de julho de 2019
Mais de 80% das mortes por pneumonia no país são de idosos
Oito em cada dez mortes por pneumonia no Brasil entre 2015 e 2017 foram de idosos, o que corresponde a mais de 80% das mortes pela doença. Nesse período, foram registrados cerca de 200 mil óbitos por causa da doença, uma média de 66,5 mil casos por ano, ou sete por hora.
Os dados do Ministério da Saúde revelam uma vulnerabilidade maior de pessoas acima de 60 anos às complicações causadas pela pneumonia.
O fator idade é o de mais gravidade da pneumonia. Com a idade avançada, o sistema imunológico já não responde tão bem como antes. Nos idosos, há mais diabetes, hipertensão, doenças cardiológicas e renais. Esses fatores também aumentam o risco de óbito.
O inverno traz fatores de risco de alguma maneira. Existe a sazonalidade do vírus influenza e de outros vírus que circulam no hemisfério no inverno. Ambientes fechados em dias de muito frio propiciam a transmissão com facilidade de uma pessoa para a outra. Uma gripe pode ser a "porta de entrada" para as bactérias que causam a pneumonia.
O ar frio repentino é um grande irritante das vias aéreas. O frio faz com que os cílios das vias aéreas, que filtram o ar respirado, tenham seu funcionamento comprometido. Assim, a pessoa fica mais exposta aos micro-organismos que causam a doença.
Os sintomas da pneumonia incluem cansaço, tosse, batimentos cardíacos acelerados (taquicardia), falta de ar e febre. A recomendação é que a pessoa seja levada com urgência a um hospital para passar por avaliação. Exames como raio-x do tórax são usados para o diagnóstico. O tratamento é feito com antibióticos. Mas os médicos têm a preocupação da resistência de muitas bactérias a essas substâncias. Por isso, a melhor forma de evitar complicações é a prevenção.
A vacina contra a gripe pode reduzir em até 45% as internações hospitalares por pneumonia e em até 75% o risco de morte pela doença, segundo o Ministério da Saúde.
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sexta-feira, 5 de julho de 2019
Asma se manifesta de forma diferente nas mulheres
No Brasil, as mulheres são maioria entre adultos com asma: são cerca de 3,9 milhões de mulheres asmáticas contra 2,4 milhões de homens, segundo dados do IBGE. Os índices de exacerbações e hospitalizações por causa da doença também são maiores entre elas.
A asma é uma doença inflamatória que se caracteriza por espasmo da musculatura dos brônquios. Os brônquios se contraem e há um estreitamento das vias aéreas causando falta de ar e desconforto para respirar. A asma é uma doença crônica e heterogênea que causa inflamação dos brônquios conforme há exposição a gatilhos como poeira, mofo, fumaça, pêlo de animais, entre outros. A intensidade da doença pode variar entre asma leve, intermitente e grave.
Há estudos científicos que relacionam a asma às questões de gênero, especialmente a relação entre os hormônios femininos e a manifestação dos sintomas da asma e mostram que a asma é mais prevalente entre as mulheres a partir da puberdade, sugerindo uma relação entre a doença e os hormônios sexuais.
O período pré-menstrual, a gravidez e a menopausa também influenciam na gravidade da asma. Alterações na severidade da asma e aumento de sintomas têm sido reportados em mulheres durante a gravidez. No caso das gestantes, a explosão hormonal de progesterona pode desregular o sistema imune e aumentar a propensão às complicações respiratórias.
Há dados que sugerem também que a anatomia da mulher pode conferir percepções diferentes de obstrução das vias aéreas. Mulheres asmáticas podem ter pior qualidade de vida relacionada à asma, mais limitações físicas e maior sensibilidade à dispneia.
Pesquisas que ajudem na compreensão da influência desta variação hormonal podem propiciar um controle mais adequado da doença.
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