Pulmão

Pulmão
"Uma resenha sobre saúde e doença respiratória para divulgar os principais temas da pneumologia ao público em geral."

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Dia Nacional de Combate ao Fumo - 29 de agosto



O Dia Nacional de Combate ao Fumo tem por objetivo reafirmar as ações de controle do tabagismo em todas as áreas (políticas públicas, prevenção e tratamento).

Desse modo, no decorrer das próximas semanas apresentaremos tópicos relacionados ao tabagismo. Para começar, vamos trazer um tema bastante atual: os aditivos que dão sabor ao cigarro.

O uso de aditivos que dão sabor e aroma ao cigarro amplia significativamente o risco de dependência, uma vez que suaviza o efeito desagradável da primeira tragada. Esse risco torna-se ainda maior se imaginarmos o contato de crianças e/ou adolescentes com cigarros saborizados e aromatizados, pois o cigarro ganha características semelhantes aos doces tão desejados nessas faixas etárias.

De acordo com a ACT:
"No Rio de Janeiro, foram observadas 86 áreas escolares e identificados 205 pontos de venda que vendiam cigarros, dentro de um raio de 175 metros das escolas. Cigarros mentolados e de outros sabores foram identificados em 80% dos locais pesquisados. Nestes locais, os produtos estavam exibidos em 99,4% das vezes e em 52,4% foi observado também publicidade de cigarros mentolados e outros sabores. Em 45,7% dos locais a propaganda e o produto exibido podiam ser vistos de fora do estabelecimento."

Por esses motivos torna-se primordial o combate ao tabagismo, mas também à adição de saborizantes e aromatizantes aos cigarros.
Mais informações em: www.saborquemata.org/brasil


Há uma petição pública disponível. Assine e ajude a combater mais esse mal:
Abaixo-assinado Pela Proibição dos Aditivos/Aromatizantes nos Derivados de Tabaco: Apoio a Consulta Pública da ANVISA 112/2010: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=CP112ANV

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Câncer & Amianto



A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês https://www.iarc.fr/), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), afirma que "todas as formas de amianto são cancerígenas".
O principal câncer relacionado ao amianto é o mesotelioma, que acomete membranas que revestem órgãos como o pulmão. É uma doença rara, que pode demorar até 40 anos para se manifestar a partir da exposição ao amianto e que mata em cerca de um ano. O diagnóstico da doença é muito difícil. Entre 1980 a 2010, ocorreram 3,7 mil mortes por mesotelioma no Brasil, segundo estudo do médico sanitarista Francisco Pedra, da Fiocruz.

Além de câncer, o amianto é relacionado à asbestose, uma doença que pode provocar enrijecimento no pulmão e dificuldade respiratória.

Além disso, a IARC também relaciona o amianto a câncer de pulmão, laringe e ovário.

"Essa agência da OMS faz um levantamento de todos os artigos científicos existentes. Quando atesta que um agente é cancerígeno, é porque existem evidências científicas consistentes", aponta Ubirani Otero, epidemiologista do Instituto Nacional de Câncer (INCA), ligado ao Ministério da Saúde.

"Não existe nível seguro de exposição, todo cuidado é pouco", diz Ubirani, do INCA. Quem trabalha na cadeia do amianto corre mais risco, por estar mais suscetível à inalação da poeira.

Segundo especialistas, quem possui caixa d'água de amianto ou telha de amianto não deve removê-las por conta própria. Em alguns países europeus, por exemplo, a retirada de material de amianto é feita por equipes especializadas, com equipamento de proteção.

"A telha intacta não traz problema. É a fibra solta, que pode ser inalada, que oferece risco para a saúde. O problema é que há muito produto de amianto espalhado. A indústria pode controlar o ambiente de produção. Mas e na sociedade? O trabalhador da construção civil pode liberar fibra de amianto se lixar ou cortar aquela telha", explica Rubia Kuno, gerente de toxicologia e saúde ambiental da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, que baniu o amianto em 2007.

"A caixa d'água e o telhado estão quietinhos lá. O risco de liberar fibra é menor. Mas em algum momento a caixa d'água pode ser esfregada, pode haver uma reforma no telhado de amianto, pode ocorrer algum acidente que rompa a telha, como inundação, desabamento, colisão de veículo", complementa Francisco Pedra, da Fiocruz.

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40885078