Pulmão

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"Uma resenha sobre saúde e doença respiratória para divulgar os principais temas da pneumologia ao público em geral."
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sábado, 12 de setembro de 2020

Pesquisa do Reino Unido busca um melhor tratamento para asma infantil

Fonte: Nursing Times Careers
 

Um artigo recente, publicado originalmente na página National Health Executive, aborda a realização de uma pesquisa que visa encontrar um melhor tratamento para a asma infantil no Reino Unido. A pesquisa investigará se o uso preventivo do inalador, somente quando a criança apresenta sintomas, pode ser tão eficaz quanto o uso tradicional (uso diário, independente da existência de sintomas).

No Reino Unido, mais de um milhão de crianças sofrem com a doença, cujos principais sintomas são a tosse e a dificuldade para respirar. A asma provoca a morte de, pelo menos, 20 crianças por ano e, a cada 20 minutos, uma criança é hospitalizada pelo mesmo motivo no país.

Como medida para evitar as crises e reduzir os sintomas, profissionais de saúde recomendavam tradicionalmente o uso diário do inalador preventivo, a base de esteróides, como principal tratamento. No entanto, recentemente novas diretrizes passaram a reconhecer que nem todas as crianças necessitam do uso de inalador todos os dias. Assim, em casos de asma leve, os inaladores só seriam necessários quando ocorressem sintomas. As mudanças são pautadas em resultados de pesquisas recentes em adultos e adolescentes, mas esses resultados não mostraram o risco de uma crise de asma nos casos em que os inaladores só foram usados quando existiam sintomas.

O novo estudo pretende trazer as respostas sobre o uso do inalador em crianças. Denominado “Avaliação dos sintomas versus terapia preventiva de manutenção para o tratamento ambulatorial de Asma em crianças (ASSINTOMÁTICO)”, o estudo envolverá cerca de 250 clínicas, com a participação de crianças de 6 a 16 anos, de acordo com a concordância dos pais. Serão utilizados os dados dos registros eletrônicos de saúde e os cuidados serão como os da prática rotineira.

O Professor Clínico Associado Ian Sinha, do Alder Hey Children's NHS FT,  co-Investigador chefe, disse que: “O estudo vai responder a uma das questões mais prementes e importantes sobre os fundamentos do tratamento da asma infantil.” Disse também que “Dadas as diferenças entre asma pediátrica e adulta, é justo que façamos estudos em crianças”. E aí está a grande importância ou valor da pesquisa.


Leia mais em: National Health Executive


sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Asma: quando a genética fala mais alto

Fonte da imagem: Health Line
Fonte da imagem: Health Line

 

A asma é a doença crônica pulmonar que mais acomete pessoas no Brasil e no mundo. A doença atinge de crianças pequenas até idosos. Mesmo, uma pessoa em tratamento regular pode ter uma crise a qualquer momento. Isso coloca a asma no foco de investigações e pesquisas médicas.

A patologia, como pode ser visto em outros artigos aqui do nosso blog, atinge diretamente a capacidade respiratória, causando tosse, aperto no peito e falta de ar, entre outros sintomas. Trata-se de um processo inflamatório crônico que afeta os brônquios, tornando-os mais estreitos e dificultando a passagem de ar nos pulmões. Dentre as suas causas, destacam-se os fatores de predisposição genética, mas que peso esses fatores têm sobre ter ou não ter a doença?

Em geral, quando uma pessoa procura assistência médica em virtude da doença, é feita uma avaliação inicial onde é perguntado sobre o histórico de saúde dos familiares. Nesse momento, na maioria das vezes, é possível identificar a existência de outras pessoas na família que apresentam relato compatível com a doença. Mas nem por isso a asma pode ser considerada uma doença hereditária, na verdade, ela  é considerada uma doença multifatorial com forte influência genética. De acordo com especialistas, o que se observa é que filhos de pais com histórico de manifestações alérgicas, possuem maior chance de desenvolver asma, rinite ou outra patologia relacionada.

Nesse sentido, diversos estudos científicos vêm sendo desenvolvidos visando compreender o papel dos fatores genéticos na patogenia da asma. No entanto, o processo é difícil, tendo em vista sua natureza multigênica ou poligênica - há um grupo bastante variado de genes envolvidos. O que se tem de fato, é que essa diversidade de genes, além de influenciar o ter ou não asma, também pode influenciar a gravidade da doença e como o paciente responde ao tratamento. Um estudo de Barnes (2015) conclui que “Apesar dos recentes avanços na identificação da variação genética relacionada à asma, neste momento não há nenhuma utilidade clínica estabelecida para esses achados.” O que significa dizer que ainda há um longo trajeto pela frente.

 

Para ler o estudo citado, clique em Barnes, 2015