Pulmão

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"Uma resenha sobre saúde e doença respiratória para divulgar os principais temas da pneumologia ao público em geral."

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

DPOC mata 3 milhões de pessoas por ano


A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) caracteriza-se por pela diminuição prolongada do calibre das vias aéreas respiratórias e destruição do tecido pulmonar. Geralmente, se manifesta de forma silenciosa: 80% das pessoas afetadas nem sequer sabem disso. A doença tem caráter progressivo e pode se agravar a ponto de levar à morte.

Cerca de 3 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência dessa condição, segundo a OMS, que afeta 384 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, estima-se que 7 milhões de pessoas tenham DPOC, mas somente 12% dos pacientes são diagnosticados. Acredita-se que, no país, a prevalência da doença pode chegar a 25,7% para pessoas com 60 anos ou mais.

Entre os principais sintomas estão a falta de ar e tosse com produção de expectoração.
Sua principal causa é a exposição à fumaça do cigarro, seja o fumante ativo ou passivo. O fumo do tabaco estimula a produção de muco e obstrução ao fluxo aéreo, no entanto, alguns casos podem ocorrer como resultado da exposição a outros tipos de fumaça ou como consequência de infeções respiratórias na infância e fatores genéticos.

“A causa mais comum da DPOC é o consumo do tabaco”

Dificuldade em realizar atividades do dia-a-dia, incapacidade para o trabalho e vida pessoal, dependência de terceiros, isolamento social, ansiedade e depressão são algumas das principais consequências de uma doença que apresenta um grande impacto na qualidade de vida dos doentes. As exacerbações são a complicação mais comum da doença, correspondendo a um período de agravamento dos sintomas para o qual a medicação não é tão eficaz.


A DPOC não tem cura mas pode ser prevenida e tratada. A cessação tabágica constitui o pilar do tratamento. Deixar de fumar é a medida com maior capacidade de alterar a história natural da doença. A terapia farmacológica visa reduzir os sintomas, aumentar a tolerância aos esforços e diminuir a frequência e gravidade dos episódios de exacerbações. Em casos mais graves, torna-se necessária a utilização de oxigênio, por períodos curtos, durante exacerbações, ou de forma contínua, quando há insuficiência respiratória crônica.

Pessoas com mais de 40 anos, tabagistas ou expostas a fumaça ou poeira lesiva ao aparelho respiratório, caso apresentem sintomas como tosse, expectoração e dispneia, devem consultar um pneumologista.

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