
AUTORAS: Caroline Baía¹ e Natália Lisbôa² (alunas do 8º período do curso de medicina /UFRJ).
SUPERVISÃO E EDIÇÃO: Profª Sonia Catarina de Abreu Figueiredo³
Entenda o que é bronquiolite
Tosse, espirros, respiração ruidosa, febre. Os sintomas da bronquiolite podem ser semelhantes aos de uma gripe, mas a doença é tipicamente causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR) diferente do vírus influenza causador da gripe.
Bronquiolite se caracteriza por uma inflamação aguda das vias aéreas terminais – os bronquíolos - que acomete crianças geralmente entre 6 e 24 meses de idade. A transmissão ocorre principalmente por gotículas, respiratórias ou da saliva, e contato direto, sendo as mãos a principal via de contaminação. Além da tosse, febre e espirros, a criança também pode apresentar falta de ar, chiados no peito e cansaço intenso.
As crianças que correm maior risco de desenvolver a doença são os bebês prematuros, desnutridos, portadores de doenças respiratórias como asma e principalmente os que convivem com fumantes, um hábito ainda muito comum em nossa sociedade.
Além disso, crianças mantidas em ambientes fechados, como creches e escolas, especialmente em períodos mais frios ou chuvosos do ano, como o outono e inverno, estão mais sujeitas à doença.
O quadro dura em média 3 a 5 dias e o tratamento baseia-se no controle dos sintomas gerais como febre, higiene nasal e hidratação. Não é preciso utilizar medicação antiviral específica, antibióticos e corticoide. A amamentação com leite materno deve ser mantida. O prognóstico costuma ser bom, mas caso a criança apresente dificuldade respiratória, com respiração rápida, prostração ou coloração azul arroxeada nas mãos, pés e boca, pode ser necessária a internação para oxigenioterapia.
Como prevenir a bronquiolite?
1) Estimular o aleitamento materno – o leite materno é importante para a imunidade do bebê e ajuda a prevenir infecções;
2) Não fumar e evitar o contato de crianças com a fumaça tóxica de cigarros;
3) Lavar bem as mãos, principalmente quando for interagir com a criança;
4) Evitar que a criança frequente ambientes fechados onde possa ter contato com pessoas doentes que apresentam queixas respiratórias.
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